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Razão x Emoção na hora de educar

Você já se perguntou por que é que os professores conseguem (maioria das vezes sim) fazer as crianças obedecerem de modo mais “fácil” e indolor (sem ameaças, chantagens e até palmadas rs) ? Bom, claro que não haverá uma resposta única para esta questão, mas o fato é que conclui algo com a minha pequena, mas muito gratificante experiência. Vem comigo! Vou  te contar do começo!

Estêvão foi matriculado em um berçário quando completou oito meses de idade. Eu trabalhava fora e estava literalmente ausente das 07h30 até às 18h. E marido também trabalhava. Bom o fato é que eu comecei a observar as pedagogas que trabalhavam na escola do meu filho. Nesta etapa da vida, e até atingir os dois anos de idade, Estêvão não dava trabalho para dormir, e posso dizer que de um modo geral, eu é quem tinha o problema da falta de tempo para dedicar a ele. Saí do trabalho assim que ele completou dois  anos e com isso meu pequeno também saiu da escola. Ficamos um ano inteirinho junto!

E neste ano, a fala do meu filho foi se consolidando, assim como a famosa fase da adolescência de bebê. Houve momentos em que eu escutava outros dizerem que eu não “educava” meu filho, só por que ele se debatia (e às vezes batia mesmo) em meu colo ou até mesmo se recusava a permanecer com outras crianças, aliás, se assustava com elas! E como qualquer mãe em uma situação semelhante, quanto mais eu me sentia cobrada por outros, mais eu me cobrava, pois eu precisava ser aquela mãe que conseguia fazer o filho obedecer!

E o ano de 2017 chegou! E logo Estêvão retornou ao berçário. Sem dificuldade alguma, apesar de que inicialmente ele rejeitou todas as crianças, só gostando da presença da professora, a qual ele já conhecia desde os oito meses. Este ano tem sido mais tenso que o ano passado. Agora, com três anos e com a fala bem consolidada posso dizer com certeza que estamos vivendo o ápice da tal adolescência do bebê. Tudo bem, não sei ainda o que me espera no quarto, quinto ou até sexto ano de vida do meu pequeno!

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Estêvão tem se mostrado cada vez mais “ele” em casa e na escola. Diz não para coisas óbvias que ele sabe que eu gostaria de ouvir um “sim”. Como por exemplo “Vamos desligar a TV e tomar banho!”  Situações como a que eu escrevi  geram grandes crises de birras, em que eu fico enfurecida (certamente devido a cobrança externa mencionada anteriormente) por tentar conversar, abraçar, acalmar, principalmente acalmar meu filho para termos um simples diálogo e não conseguir.

Tudo começou a mudar na minha mente quando descobri que meu filho estava com os mesmos problemas na escola! E lá eles são resolvidos tão facilmente (aparentemente). Em outro post eu conto o que teve e tem efeito bom aqui em casa, mas o fato é que professores usam apenas a razão para exercer o papel de “educar” na vida escolar. E nós mães, lutamos para usarmos também, só e somente só a razão. Lutamos porque não conseguimos sermos somente razão durante todo o dia. O cansaço diário com tarefas profissionais, cuidados com a casa e filhos, e ainda organização do lar entre outras coisas do dia a dia nos deixam emocionalmente frágeis para tamanho desafio: permanecer com a razão sempre que uma criança de três anos (meu filho) ter uma crise de birra. Quando estamos com as emoções frágeis, elas nos dominam. E acabamos por fazer algo que possa causar arrependimento no futuro próximo, como bater em uma criança em estado de birra. A palavra “emoções” não significa somente emoção boa. Raiva é um exemplo de emoção “ruim”, assim como irritado ou nervoso também. O mais triste disso tudo, é que a cobrança continua invadindo nossas mentes! E para muitas de nós é difícil de ignorá-las.

 

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